Carnaval em segurança
Pois cá estamos nós na época de Carnaval, esta que é vivida por todos com muita ânsia, folia e divertimento. Mas se esta é para muitos uma época de festa, folia, partidas, serpentinas, máscaras, bombinhas é também uma altura em que acontecem alguns acidentes.
Na altura do Carnaval facilmente se encontra à venda estalinhos, bombinhas, bombas e mau cheiro, pós de comichão ou pós para espirrar e outros produtos ditos carnavalescos, que pela sua composição tóxica podem pôr em risco a segurança das pessoas.
Segundo a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), a venda destes elementos ocorre em muitos quiosques e papelarias que violam a lei, por não terem condições de segurança para o seu armazenamento.
Sabia que estes materiais são legalmente considerados explosivos? Sabia que a sua comercialização a menores de 18 anos é proibida? Sabia que a sua compra carece de uma autorização específica?
De acordo com a lei, a venda destas bombas só pode ser feita a pessoas com autorização das entidades competentes apresentando no acto da compra o documento comprovativo da autorização. Esta declaração tem de ser requerida ao comando distrital da PSP e é concedida quando o interessado tem mais de 18 anos, quando as bombas se destinam a fins não lúdicos, quando os locais de lançamento não implicarem perigo para outros e as quantidades pretendidas forem justificadas.
É preciso ter em mente que as lesões provocadas pelas bombas de Carnaval afectam sobretudo mãos e dedos e a idade dos acidentados oscila entre os 10 e os 16 anos.
Todos os anos se registam cerca de 200 acidentes, em que se destaca cortes, queimaduras (ao nível das mãos, pernas e globo ocular) e traumatismos. Ano após ano tem-se constatado que outros brinquedos utilizados nesta altura como as máscaras, os adereços postiços, fatos de Carnaval, etc., não obedecem aos requisitos legais designadamente aos perigos de inflamabilidade, de toxicidade do produto e à rotulagem exigível. Por isso, é imperioso consciencializar pais, professores e educadores para que informem as crianças desta realidade.
Também os comerciantes devem assumir a sua responsabilidade social recusando vender este tipo de produtos perigosos.
Como expõe a DECO, “Um acidente pode estragar uma festa e pode marcar uma vida”!
Por Marta Cunha





