Alguma vez ouviram falar do “Diabo de Ázere”?
As artimanhas de um jovem de 12 anos que hoje com 65 é um “mito” na freguesia de Ázere e arredores.
Pois bem, antigamente ocorriam casos inéditos que hoje já não se vivem. E nós descobrimos a história do “Diabo de Ázere” que não quisemos deixar de revelar aos nossos leitores.
Foi precisamente no ano de 1956 que surgiu o “Diabo de Ázere” protagonista de uma histórica verídica e confusa, que deixou muitas pessoas arrepiadas com os acontecimentos enquanto outras viam o que se passava por outra perspectiva.
Ao que consta a actividade do “Diabo de Ázere” durou à volta de um ano e foi o tempo suficiente para muitas coisas acontecerem.
Alguma vez ouviram falar do “Diabo de Ázere”?
As artimanhas de um jovem de 12 anos que hoje com 65 é um “mito” na freguesia de Ázere e arredores
Pois bem, antigamente ocorriam casos inéditos que hoje já não se vivem. E nós descobrimos a história do “Diabo de Ázere” que não quisemos deixar de revelar aos nossos leitores.
Foi precisamente no ano de 1956 que surgiu o “Diabo de Ázere” protagonista de uma histórica verídica e confusa, que deixou muitas pessoas arrepiadas com os acontecimentos enquanto outras viam o que se passava por outra perspectiva.
Ao que consta a actividade do “Diabo de Ázere” durou à volta de um ano e foi o tempo suficiente para muitas coisas acontecerem.
José Rodrigues actualmente com 65 anos morava em Moselos na freguesia de Ázere juntamente com a sua mãe, quando no ano de 1956 com apenas 12 anos foi servir como criado para a casa de João Barreira e Engrácia, no lugar de Nunide da mesma freguesia.
Segundo contou ao “Notícias Arcoenses” José Rodrigues, quando foi trabalhar para a casa como criado já constava que esta era assombrada e que algo de estranho se passava lá sendo já habitual virem pessoas de fora na tentativa de verem o que se passava na casa.
Até que, certo dia José Rodrigues decidiu dar veracidade aos boatos e começar a pregar sustos a todos aqueles que visitavam a casa sendo que este era informado pela irmã do seu patrão, João Barreira de quando vinham as pessoas a casa.
As partidas foram muitas e de acordo com o protagonista as pessoas ficavam realmente assustadas e o mais engraçado é que nunca o viam a pregar as partidas.
“Um dia veio uma bruxa de Braga a casa para fazer o chamado fumeiro para eliminar os espíritos, então eu através da parede coloquei um tubo até à fogueira e quando soprei o borralho levantou-se e ficaram todos assustados. Então a bruxa disse muito depressa que aquele assunto já não era nada com ela e foi-se embora muito rapidamente”, conta entre risos.
O objectivo era deixar as pessoas o mais assustadas possível e acreditar que de facto havia ali “coisa do Diabo”.
“Um dia vieram uns padres lá a casa para espalharem sal. Ora, no chão da casa havia uma caixa-de-ar que deveria ter uns 50 centímetros e tinha uma gateira, então eu meti-me lá dentro e sempre que os padres passavam por cima eu batia no soalho e ficavam todos cheios de medo”, relembra José Rodrigues.
Às brincadeiras deste homem ninguém escapava sendo que até o gato da “tia Engrácia” foi vítima de mais uma das partidas. “Uma vez prendi o rabo do gato a um fio de pesca e passei o fio através de um buraco na parede então, sempre que tentava fugir e puxava o fio o gato miava e a senhora que já era velhota dizia que já nem o gato escapava ao Diabo”.
Quando foi descoberto, José Rodrigues estava num campo a vigiar as vacas e a escrever numa folha de papel as suas peripécias e o que faria no dia seguinte. A GNR que já tinha sido chamada ao local na tentativa de desvendar o caso, estava precisamente num campo abaixo de onde José estava, quando uma das folhas em que escrevia voou e foi apanhada pelos GNR.
Seguiu-se um interrogatório e José Rodrigues confessou que quem fazia de Diabo era ele e assim surgiu o nome pelo qual sempre o apelidaram até hoje de: Diabo de Ázere.
No entanto, as peripécias desta história ainda têm outros contornos mais malvados.
Segundo consta entre a população do lugar de Nunide, não era o rapaz de 12 anos que fazia as “maldades” sozinho. Pelo que dizem, João Barreira, o marido da “tia Engrácia” era muito mais novo do que ela e como já estava bastante velhinha e não via bem ele aproveitava essa situação para tentar ver-se livre da senhora.
“Pelo que me lembro de ouvir dizer é que o João Barreira mandava o José fazer todas aquelas partidas, mas consta que chegavam mesmo a bater à velhota, a tirar-lhe o comer do pote e partiam tudo em casa para que as pessoas pensassem que o que se passava ali era de facto coisa do Diabo. Mas a verdade é que eram eles os dois que faziam aquelas malandrices”, conta Amélia Marques acrescentando que faziam aquilo tão bem que até chegaram a vir excursões de longe para ver o que acontecia na casa.
“Eles chegaram a pôr uma mala no meio da sala coberta com velas e o João Barreira dizia às pessoas que estava ali a mulher dele morta e depositada. A culpa não era da criança, o José não tinha culpa porque diziam que o João Barreira é que o obrigava a ajuda-lo naquelas tramas porque lhe pagava”, explica Amélia Marques.
Para a população de Nunide que se lembra desta história tudo se descobriu depois da dona da casa (“tia Engrácia”) falecer, mas mesmo os contornos da forma como tudo foi descoberto nunca ninguém compreendeu.
Segundo Vidal Sotto Mayor Paredes que também conhece alguns pormenores da história, conta que foi quando a GNR entrou em cena que tudo se descobriu e que toda esta história teve um fim. “Aconteciam imensas coisas lá em casa até areia era atirada para o telhado, mas uma coisa é certa, é que o Diabo de Ázere aproveitou a deixa também para fazer algumas brincadeiras ao patrão, pois diziam que quando João Barreira ía comercializar videiras e levava o criado com ele, este pisava-lhe as videiras e que dizia que não era ele que era coisa do Diabo”.
Por Andreia Alexandra Fernandes e Marta Cunha






