Casal contesta falta de apoios

O casal que em Abril do ano passado viu a sua casa arder por causa de um curto-circuito que ocorreu na sua cozinha sente-se hoje desesperado pela falta de apoios, por parte de algumas instituições locais.

Carlos Babo e Florbela Pinto reclamam ter-lhes sido retirado o Rendimento Social de Inserção numa altura em que “o meu marido está de baixa por causa de umas hérnias que lhe apareceram na coluna e está desde Dezembro parado”.

Com dificuldades financeiras Carlos Babo explicou que “por falta de dinheiro não posso ser operado nem fazer os exames porque são muito caros. E não vou tirar à boca dos meus filhos para me tratar”.

Carlos Babo

Com a vida a complicar-se de dia para dia confessou “nem a medicação posso adquirir tenho duas receitas médicas que não as posso levantar porque simplesmente não tenho condições para as pagar”.

Felisbela encontra-se a realizar um curso para admissão da quarta classe e tem esperança “que com o diploma nas mãos consiga nos próximos meses conseguir um emprego, porque agora só tenho a limpeza de uma casa mas é pouco”.

Florbela Pinto

Paralelamente a tudo isto continuam a queixar-se de problemas na casa que foi recuperada após o incêndio, “temos de nos convencer que a casa tem humidade e só temos de conviver com isso até um dia termos possibilidade de conseguir uma outra habitação num local em que os vizinhos não se metam na nossa vida porque nós também não nos metemos na deles”.

Sobre isto ainda contesta “o facto de alguns bens colocados na casa não serem meus, eu tinha coisas minhas que agora foram colocadas de uma forma que quando sair desta habitação não as posso levar comigo só se as arrancar”.

Ambos desabafaram, “precisamos de paz, a nossa vida desde aquele dia só anda para trás, acho que não merecemos estar a passar por certas situações que algumas instituições e os seus responsáveis nos têm feito viver”.

A nível de apoios esta família conseguiu novamente o abono de família, que também por problemas de papelada lhes foi retirado no mês de Fevereiro, e a baixa de Carlos Babo. Segundo este casal “a solução que essas instituições nos dão é de vender aquilo que temos em casa para termos dinheiro”.

Revoltados com tudo isto pretendem expor esta situação junto das entidades em Lisboa “é um acto de desespero”.

O “Notícias Arcoenses” tentou contactar as entidades em causa mas que não quiseram prestar declarações sobre a situação deste casal.

Por Marta Cunha

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