Fibromiomas uterinos têm novo tratamento

Sob o patrocínio científico da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear e Associação de Médicos de Clínica Geral realizou-se no dia 28 de Março, em Lisboa, o IV Encontro sobre “Embolização de fibromiomas uterinos” com a presença de numerosos Especialistas de vários países da Europa, América do Norte, Brasil e Índia.

Foram apresentadas várias conferências, entre as quais a do Grande Pioneiro do Tratamento por Embolização dos fibromiomas, em Portugal e no Mundo, que é o Prof. Dr. João Martins Pisco, Médico, Especialista em Radiologia de Intervenção e que dirige o Serviço de tratamento por este método no Hospital de Saint Louis, de Lisboa, onde foram já tratados cerca de 800 casos, com um êxito superior a 99%.

A embolização dos fibromiomas uterinos (tumores benignos que se formam nas paredes do útero) é um novo tratamento que se realiza desde 1995. Em Portugal, no Hospital de Saint Louis realiza-se desde Junho de 2004, pelas mãos do Prof. Dr. João Martins Pisco, que já em 1985 tinha tentado iniciar este tratamento mas não teve a anuência de alguns dos seus colegas portugueses.

Este tratamento inovador que substitui a histerectomia (remoção total do útero), que impossibilita a mulher de voltar a ter filhos é uma terapêutica que consiste na interrupção da circulação sanguínea que irriga o fibromioma e acaba por conduzi-lo à atrofia.

Enquanto a histerectomia implica um internamento de quatro a sete dias, com um período de convalescença entre um a dois meses e obriga a paciente a uma anestesia geral, a embolização é realizada em ambulatório, com um período de internamento de quatro a seis horas, a intervenção demora entre 30 a 60 minutos e a anestesia é local, o que permite à paciente acompanhar todo o procedimento tendo ainda, as pacientes que o preferirem, a possibilidade de recorrer a anestesia por acupunctura.

O Serviço do Prof. Doutor João Martins Pisco é o único no mundo a usar a acupunctura como anestesia neste tipo de tratamento. Este processo inovador permite à mulher manter a sua feminilidade pois conserva os seus órgãos reprodutores e consequentemente pode continuar a ter filhos. Já a histerectomia além de provocar esterilidade irreversível, causa traumas emocionais, abandono de auto-estima, sensação de vazio e perda, perturbação da vida sexual, redução das actividades físicas e ocupacionais.

Dr. João Pisco com uma mãe pós tratamento e com o filho

O facto deste tratamento não estar tão divulgado como seria pretendido deve-se essencialmente à posição que a maioria dos ginecologistas têm em relação à embolização insistindo que a cirurgia é a única solução, o que na opinião de especialistas da área isto não se justifica pois a embolização é um tratamento mais barato, rápido e cura a doença, dando à mulher a grande vantagem de poder continuar a ter filhos.

No evento estiveram ainda presentes cerca de 300 das pacientes já tratadas por este método e três mães fizeram-se acompanhar dos filhos que nasceram depois do tratamento de fibromiomas uterinos que as impediam de engravidar e os seus ginecologistas diziam que o único tratamento seria a cirurgia (Histerectomia) que as impossibilitaria de voltar a ter filhos.

Durante o colóquio foi ainda apresentado o Livro “NÃO ME TIREM O ÚTERO” !…, da autoria do Jornalista Pedro Laranjeira que nos dá a conhecer este método de tratamento.

Por Andreia Alexandra Fernandes

Uma resposta em “Fibromiomas uterinos têm novo tratamento”

  1. LS  on Janeiro 5th, 2010

    sou uma jovem de 27 anos e tenho um fibromioma que me impede de emgravidar fiz varias consultas e o que me dizem é pra retirada do útero,pois estas mesmo dentro do útero não dando a possibilidade de engravidar, já apanhei injecções de Zoladex que me deu a possibilidade de engravidar, onde fiquei 2 meses e depois perdi, dai ele aumentou, não tenho filhos ainda e quero te-los, predendo fazer a embolização pois tenho a certeza que vai resultar e poder dar um ou mais filhos ao meu marido, mas gostaria de saber quanto eu devo trazer para este tratamento, pois sou Angolana e trabalhadora e preciso me preparar para custear o tratamento.


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