Ponte da Barca apresenta 5 candidaturas às “7 maravilhas naturais de Portugal”

rio froufe

O Castelo do Livramento, a Serra Amarela, os Azevinhais da Serra Amarela, a Mata do Cabril e o Vale do rio Froufe, do concelho de Ponte da Barca, são candidatos ao concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”.

O concurso decorre sob o mote “Se queremos proteger alguma coisa, em primeiro lugar, temos que saber aprecia-la”, e tem como objectivo sensibilizar os portugueses para a necessidade de preservar o património natural do país.

“Ponte da Barca, para além do seu importante património histórico-monumental, distingue-se pelas suas riquezas naturais, como parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês ou a albufeira do Alto Lindoso”, refere o autarca barquense, Vassalo Abreu, acrescentando que “estas e outras maravilhas naturais que o nosso concelho possui são de uma beleza inenarrável e singular, razão mais do que suficiente da importância de as partilhar, promover, valorizar e preservar”.

Os nomeados são organizados por 7 categorias, que representam a diversidade paisagística de Portugal: Zonas Marinhas, Grutas e Cavernas, Praias e Falésias, Florestas e Matas, Grandes Relevos, Zonas Protegidas e Zonas não Marinhas, sendo que as candidaturas do concelho de Ponte da Barca se inserem em 5 das 7 categorias, a saber: na Categoria Florestas e Matas, concorre com a Mata do Cabril e os Azevinhais da Serra Amarela; na categoria Grandes Relevos (sub categoria Serras), com a Serra Amarela; na Categoria Grandes Relevos (sub categoria Formações rochosas), com o Castelo do Livramento, e na Categoria Grandes Relevos (sub categoria Vales), com o Vale do rio Froufe.

Resta acrescentar que a competição das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, cuja lista final de nomeados será elaborada por um painel de especialistas convidados e o anúncio dos vencedores terá lugar a 11 de Setembro de 2010 na Lagoa das Sete Cidades, em S. Miguel, nos Açores, pretende eleger os sete monumentos naturais do país, que possuam um ou mais aspectos de raridade ou representativos em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais.

As 5 maravilhas naturais de Ponte da Barca a concurso:
Mata do Cabril: A Mata do Cabril, na Serra Amarela, é uma das três reservas integrais (com o mais alto estatuto de protecção) do Parque Nacional da Peneda-Gerês. É constituída principalmente por um carvalhal, embora também existam azevinhais na zona da cabeceira e uma galeria ripícola junto ao rio. A envolver a vegetação arbórea encontram-se extensas áreas de matos. O carvalhal é dominado pelo carvalho-alvarinho e carvalho-negral, mas também apresenta espécies raras como a uva-do-monte e o azereiro. Este carvalhal, de aspecto luxuriante, é uma amostra do que foi em tempos a vegetação arbórea que cobria todo o Noroeste de Portugal.

Azevinhais da Serra Amarela: Os azevinhais do alto da Serra Amarela (Louriça) só encontram paralelo, em Portugal, nos da mata do Ramiscal. O azevinho é uma espécie protegida em território nacional, sendo que ocorre no Norte e em algumas montanhas do Centro e Sul, porém raramente forma bosques. Nas cabeceiras de linhas de água, na zona da Louriça, existem azevinhais com uma dimensão considerável e onde é possível observar azevinhos com centenas de anos e em que alguns possuem um porte monumental (sendo necessárias três pessoas para abraçar o tronco).

Serra Amarela: A Serra Amarela situada no Noroeste Português, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, atinge o seu ponto mais elevado na Louriça (1362 metros).
Miguel Torga descreve-a como sendo “um dos ermos mais perfeitos de Portugal. Situada entre o Gerês e o Lindoso, as suas dobras largas, fundas e solenes (…) cruzam-na os lobos, os javalis e as corças (…) mora nela o sopro claro das livres asas e os risos abertos dos grandes sóis. (…) É Portugal nuclear, a Ibéria na sua pureza essencial e granítica. Um pé de azevinho aqui, urzes milenárias acolá, um carvalho numa garganta (…).”

Castelo do Livramento: Grande afloramento granítico situado nas proximidades da Serra Amarela que reúne um conjunto de formas típicas do relevo granítico, com formas peculiares resultante dos efeitos erosivos (palas e abrigos). Estas formas foram aproveitadas como locais de refúgio em períodos remotos de ocupação desta cumeada fortificada.

Vale do rio Froufe: Intimamente associado a uma falha de orientação NE/SW, o vale do rio Froufe destaca-se dos demais pelo seu perfil de vale encaixado em V, extremamente estreito e com vertentes muito abruptas. As suas encostas escavadas em afloramentos graníticos são povoadas por inúmeras cascatas e piscinas naturais, de entre as quais se destaca o Poço da Baraceira. Dominando todo o vale surge o rio Froufe cujas margens revelam uma galeria ripícola típica com a fauna e flora associadas a este tipo de ecossistema e resíduos da vegetação primitiva do Norte de Portugal (carvalhal). Realce também para as “empondras”, colocadas no leito do rio permitindo passagem entre margens.

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